O Arlindo e o Pai: Uma história de Gerações
Publicada por Maria Paula Custódio, em 2024-03-19 (há 2 meses)

Neste Dia do Pai damos a conhecer a história do Arlindo que tal como o seu pai e as quatro gerações anteriores, se apaixonou pela arte da filigrana e fez dela profissão.

Esta é uma área que lhe é familiar. Como chegou até aqui? o que o fez continuar?

“Sou a sexta geração consecutiva na minha família nesta área, o que faz provavelmente da nossa família a mais antiga de Portugal no ramo da ourivesaria. Fiquei nesta área por gosto, gosto muito do que faço.

Da minha geração, sou o único que ficou nesta profissão. Nenhum dos meus primos sentiu o apelo e nenhum ficou. No meu caso, como gostei, continuei. … cá estou eu.

Qual é o sentimento de trabalhar na mesma área do seu pai?

“Trabalhar com a família é sempre bom porque podemos trabalhar com confiança e sabemos que as opiniões que nos estão a dar são boas. Muitas vezes são as opiniões que mais custam a ouvir, mas sabemos que são para nosso bem. Por esse lado, é muito bom trabalhar com o meu pai. Por outro lado, quando se trabalha com a família, o grau de exigência dispara de uma maneira incrível. Celebramos juntos, choramos juntos – que isto às vezes também dá para o torto!

Há coisas boas, há coisas más e é como tudo na vida. Não conheço nada na vida que só tenha uma face.”

O que o fez escolher a formação do IEFP?

“Escolhi o CINDOR do IEFP porque tem cursos profissionais, cursos práticos. Na área da ourivesaria o que precisamos de saber, acima de tudo, é a técnica, não a teoria.

Para além disso, considero o CINDOR uma das melhores escolas que existem neste momento na área da ourivesaria portuguesa.”

Gostava que os seus filhos continuassem nesta área? Se sim, porquê?

“Teria muito gosto em que a sétima geração quisesse ser a sétima geração, só que acho que nesta vida nada se força.

Se ele quiser ser, tal como fizeram comigo, irei apoiá-lo, mas se não quiser o que importa é que seja o melhor naquilo que realmente gosta de fazer.

Irei sempre apoiar e respeitar as opiniões dele.”

SOBRE O ARLINDO

Arlindo Moura, tem 36 anos e é apaixonado pela arte da filigrana. No seu trabalho recorre a uma fusão de matérias primas e exalta a portugalidade das suas peças de uma forma única.

Fez o curso de Ourivesaria/Filigrana no CINDOR, e tornou-se, mais tarde, formador do CINDOR.

A sua oficina situa-se em Gondomar e pode acompanhar o seu trabalho em:

Arlindo Moura Jewellery (@arlindomourajewellery)

Fonte: IEFP