All-ECOM
Publicada por Luís Bento, em 2016-05-04 (há 5 anos)

O rápido desenvolvimento do Comércio Eletrónico está a fazer surgir novas profissões no setor do comércio.

Esta é uma das conclusões de uma investigação do Projeto ALL-ECOM de que o CECOA, CCP e ANQEP são os parceiros portugueses.

É cada vez mais urgente extinguir o desequilíbrio entre as aptidões e as competências existentes e as necessárias ao sector do comércio, através da melhoria das qualificações dos recursos humanos em comércio eletrónico.

Esta é a missão do projeto ALL-ECOM, de que o CECOA é parceiro, e que promove a integração de novas tecnologias na estratégia, tanto do comércio retalhista como grossista.

O projeto reúne parceiros de 3 Estados Membro: Espanha, Portugal e Áustria. Cada país é representado por um cluster de 3 organizações-tipo: uma representante do sector do comércio, uma entidade formadora do setor do comércio e uma entidade com funções de regulação nos sistemas de educação e formação profissional nacionais. Portugal está representado através, da CCP – Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, do CECOA e da ANQEP, I.P – Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional.

Recentemente o projeto ALL-ECOM desenvolveu um trabalho de investigação nos três países parceiros para identificar as necessidades de competências e de formação e métodos de aprendizagem inovadores relacionados com o comércio eletrónico. Eis algumas das conclusões:

– Mais de 85% das empresas tem ligação à Internet. No entanto, apenas 39% delas usam redes e suportes eletrónicos para enviar ou receber encomendas e é muito baixa a proporção de empresas com recursos humanos especializados nesta área.

– Em Portugal e Espanha, uma percentagem muito significativa das pessoas empregadas no setor tem o nível 2 ou inferior de qualificação. Este baixo nível de qualificação não é compatível com o nível de exigência dos negócios multicanal.

– Urge promover a melhoria das competências nesta área e rever os referenciais de qualificação atualmente em vigor, de modo a que possam ser ajustados às necessidades do mercado e mais facilmente atualizados.

– Novas e diferentes competências são cada vez mais necessárias – uma mistura de competências tecnológicas, comerciais e de empreendedorismo, uma forte orientação para o cliente, línguas estrangeiras, competências de negociação e gestão de contratos, gestão de projetos e capacidade para trabalhar em equipas multidisciplinares.

– Para que os colaboradores do setor do comércio, possam ter acesso aos diferentes métodos de aprendizagem de base tecnológica existentes é indispensável a etapa de “socialização on-line”.

– Se as competências a serem desenvolvidas são “e”-competências (e-marketing, e-consumidor, e-commerce, etc), então, “e”-métodos de aprendizagem poderão ser os mais apropriados. No entanto, neste processo, não se pode perder de vista que as componentes pedagógicas e técnicas destes métodos de aprendizagem devem ser vistas como duas partes de um todo. Não se pode valorizar uma e negligenciar a outra, ambas são essenciais para um processo de aprendizagem e de formação adequado e eficaz.

– O rápido desenvolvimento do comércio eletrónico leva a novas profissões ou à “renovação” de perfis profissionais já existentes no setor, como por exemplo: comprador, técnico comercial, gestor de logística ou especialista em sistemas de informação e internet.

Foram produzidos relatórios nacionais em cada país e foi ainda preparado um relatório comparativo. Leia mais: clique aqui.

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